O mistério das ilhas Caribenhas
Capítulo VIII
Entre as árvores elas observavam os seus três quase-ex-namorados andando, esperavam uma brecha pra falar com Luke. Algumas horas se passaram e de repente não sabe-se porque, ele se separou do grupo e saiu andando para a floresta, que coincidentemente era a direção que elas estavam escondidas.
Elas adentraram mais a mata e esperaram ele passar, então começaram a seguí-lo. Uns 100m à frente ele parou, virou-se para trás e disse:
_Eu percebi que querem falar comigo. Não vou machucá-las, sou diferente deles. Eu percebi. Eles são frios e não têm coração.
Elas saíram lentamente de seus esconderijos e caminharam na direção dele. Jane sussurou algo como : “deixem só eu falar” e as outras duas assentiram.
_Olá, Luke. – disse Jane.
_Oi, Jane, há quanto tempo.
_Eu queria falar com você sobre, bem, os seres azuis... – disse Jane, hesitando, mas indo direto ao ponto.
_Pode perguntar o que quiser que eu respondo. Só quero que você dê um jeito de trazer o Mike e o James de volta! – berrou Luke, parecendo dessesperado.
_Eles eu não sei, mas você eu acho que consigo salvar. Essas maçãs, parece que elas diminuem o “azulamento”. Coma.
_OK. Tudo que a mestra Jane mandar. – disse pegando a primeira maçã – enquanto como, pode ir perguntando qualquer coisa que queira saber.
_Tudo mesmo? – ele assentiu com a cabeça enquanto mastigava. Ela pensou as palavras certas e perguntou – Por que vocês são azuis e por que agem como canibais?
_Hmmm. Fácil! Somos azuis por causa da maldição da ilha, e não somos canibais.
_Não são canibais? - indagou Jane, confusa – então por que iam nos comer?
_Aquela panela era sim, pra cozinhar vocês, mas não íamos comer. Vocês seriam um sacrifício pro vulcão, porque senão ele vai entrar em erupção em alguns dias.
_Qual é essa maldição?
_Não sei direito... parece que só o chefe da aldeia sabe. Acho que ela deve estar escrita em algum dos papéis da casa dele, mas aquilo é uma bagunça! Duvido que você encontre lá.
_Eu também duvido que eu encontre, mas você pode encontrar! – exclamou Jane, enquanto Luke ficava com a cara de “não entendi” – É tão simples! Você já entrou lá pra saber que é uma bagunça, eles devem ter total confiança em você. Vá lá, entre na casa do chefe e procure!
_Mas, se eles me pegarem?
_Fala que você estava procurando um mapa da ilha, sei lá...
_É muito arriscado!
_Pensei que podia confiar em você! – gritou Jane.
_Você pode confiar em mim. – Ele pensou um instante. – OK. Eu vou descobrir a maldição, mas vou ter que voltar com uma das suas amigas.
_Por quê?
_Eu disse que caçaria vocês. Essa foi a desculpa que arranjei pra sair da vila e vim conversar.
_Mas, nos caçar é demais!
_Eu pretendia voltar depois e falar que não as tinha achado, mas depois que falei que ia caçar eles disseram: “O novato sabe a regra de caça?”, então eu perguntei “Que regra?” , e eles responderam: “Quando você sai pra caçar, você só entra na aldeia se voltar com a presa.”
As três arrepiaram e Luke continuou:
_Eu não queria que fosse assim.
_Nem eu. – disse abaixando a cabeça.
_Eu vou! – gritou Katty imediatamaente. Claire já ía discordar quando ela continuou – Eu era a líder até ontem, então tenho o dever de pelo menos servir de sacrifício pro vulcão pra vocês fugirem. Mas eu confio em minhas amigas e eu vou esperar. Eu sei que vão me salvar.
As três se entreolharam e resolveram confiar uma nas outras. Assentiram com a cabeça e Luke começou a amarrar as mãos de Katty, ao mesmo tempo dizendo um silencioso “me desculpe”.
Enquanto Luke e Katty adentravam a aldeia, Jane e Claire corriam pro meio da floresta.
_Eu trouxe a oferenda pro vulcão, chefe. – disse Luke.
_Me larga! – berrou Katty, usando sua habilidade de teatro que sempre usava com os pais, para poder ir às festas.
_Fique calada, comida!
_OH! Vejo que você já trouxe uma oferenda e tanto. É impressionante como ela continua em sua cor normal, sem nenhuma mancha azul, depois de passar tanto tempo na ilha. – disse o chefe, admirado – o vulcão vai gostar. A oferenda deste ano é a melhor de todas! Leve-a para a jaula e certifique-se de tirar essa a coisa cortante dela.
Luke obedeceu cegamente as ordens, mas ao colocar Katty na jaula disse um mero “Me desculpe” novamente. A noite passou, o dia passou e no entardecer seria a cerimônia em que Katty morreira pelo vulcão.
O “Ritual do Entardecer” começou. Todos da aldeia estavam no alto do vulcão. A lava estava borbulhando e o calor fazia com que todos suassem descontroladamente. Katty estava ficando com medo.
O chefe começou o ritual jogando ramos de algumas ervas estranhas dentro do vulcão e depois disse algumas palavras. Apontou para ela e dois homens azuis levantaram-na pelos braços e colocaram-na do lado do chefe. Ele empurrou Katty que começou a cair. Ela estava chorando.
De repente, no meio da queda livre ela sentiu um solavanco. Era Mike. Ele não estava mais azul. Ele a salvara. Ele estava pendurado por um cipó como o Tarzan. Ele trombou em uma árvore com George, o rei da floresta.
Katty começou a chorar de emoção. Mike a abraçou e sem dizer nada puxou-a pela mão pela floresta. Ela estava com muitas dúvidas: Como ele não está mais azul? Como ele me salvou pendurado em um cipó se não tinha árvores sobre o vulcão e como apareceu uma árvore no meio do caminho para ele trombar? E onde ele arranjou o conversível prateado que eles estavam entrando agora? Eles não estavam em uma ilha?
As perguntas de Katty logo serão respondidas.
CONFIRA O QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO!

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