sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Capítulo Final

O mistério das ilhas Caribenhas

Capítulo Final


            _O que está acontecendo? Onde vocês arranjaram esse carro no meio da ilha?  - peguntou Katty desesperada.
         _Nós já vamos explicar! – disse Jane.
         _É uma longa história...

#FLASHBACK

         _Consegui! – gritou Luke -  Achei a maldição! Vou ler em voz alta:
“Quando na ilhar pisar,
 Azul vai ficar.
 A causa? Medo!
 O antídoto? Confiança.
 Quando o salvador chegar,
 Revoltas vai causar,
 Mas à todos vai salvar.”
         _Mas e quem é o salvador? O texto não explica? – indagou Jane.
         _Quando eu achei o papel também pensei nisso! E achei esse aqui, acho que é de um profeta que já morreu:
“Para salvar é preciso perdoar.
 Para o salvador encontrar,
 É só esperar.
 Ele mesmo vai achar,
 E a resposta vai dar.”
         _Pelo que percebi, só nós temos que perdoar alguém, que são os homens azuis, já que eles tentaram nos matar. – concluiu Claire.
         _Hmm... – Jane olhou fundo nos olhos de Luke e disse – Eu te perdoo, eu confio em você. –  e deu-lhe um beijo.
         Ele começou a brilhar e de repente uma luz ofuscou a vista das duas, mas tão repentinamente como brilhou, ela se apagou e Luke estava em sua cor normal.
         Jane quase chorou de emoção, mas soube que Katty ainda estava em perigo. Ela não tinha tempo pra maiores sentimentalismos. Então concluiu que a que deveria dar maior perdão era Katty. Ela seria jogada no vulcão, ela precisava perdoar não só os “homens” azuis, mas também suas amigas, que deixaram-na ir embora.
         _Precisamos salvar a Katty. – Disseram os três juntos.

# FIM DO FLASHBACK

         _Então é só eu perdoar todos os homens azuis e confiar neles? – indagou Katty.
         _Basicamente sim. – afirmou Jane.
         _Perdoar eu até posso, mas eu não confio neles.
         _É por isso que eles estão sobre a maldição.
         _Tá, tá, mas e como Mike e James voltaram a ser o que eram?
         _Só o Mike voltou. – Claire começou a chorar
         _Mas...
         _Eu explico – disse Luke.

#FLASHBACK

         _Hey, mens! Querem voltar a ser o que eram? Eu consigo... Sabe, a Claire sente sua falta, James. Mike, a Katty vai ser jogada dentro de um vulcão, acho melhor salvá-la. – disse Luke saindo descaradamente da floresta com sua cor natural.
         Eles arregalaram os olhos.
         _Katty? Quem é el... – Mike sentiu uma luz iluminar sua mente e sentiu as memórias voltando como flashes e de repente gritou – Vambora! Temos minha namorada pra salvar!
         James ficou estático. Não acreditava que Luke estava com aquela cor rosada. Instantes depois, o mesmo aconteceu com Mike, agora ele era como Luke. James se sentiu excluído do grupo que sempre participou desde que se conhecia como gente.
         Ouve-se um barulho. Mike e Luke correm pra floresta e gritam:
         _Corre, James! Vão te pegar se ficar parado! – mas ele não saiu do lugar. Ele ficou. Preferiu ficar. Ele não foi obrigado.
        
#FIM DO FLASHBACK

         _Aimeudeus! Claire, você deve ter ficado arrasada! – gritou Katty.
         _Eu ainda estou amiga. Eu ainda estou. – afirmou Claire, tristemente, enxugando as lágrimas recentemente derramadas.
         _Deixando isso de lado, como vamos fazer Katty confiar neles? – indagou Mike.
         _Mas, onde arranjaram o carro? – perguntou Katty.
         _Tem um navio ancorado na praia. Ficamos sinalizando a noite inteira e um barco apareceu. Eles tinham esse carro lá e compramos com meu cartão Gold.
         _Muito esperta, Claire.
         _Obrigada.
         _Tenho uma ideia. – disse Mike.
Ele virou o volante e foi parar em uma clareira que tinha uma espécie de capela no meio.
_Acho que aqui vamos pensar melhor.
Todos desceram do carro e puseram-se a pensar. Alguns minutos depois um homem azul aparece. Aquele era James. Eles estava ferido e perdera muito sangue, nem se aguentava em pé. Claire foi ajudá-lo. Ele tinha um papel na mão.
Os cinco colocaram-no no chão e enquanto Mike cuidava dos ferimentos dele, usando técnicas que aprendeu na aldeia, Jane, Claire e Katty olhavam o papel que estava escrito.
“O salvador é humano,
 Mas é tratado como Deus.
 Venerado conseguirá,
 A confiança conquistar.
 A dica está dada,
 Nenhuma mais virá.”
_É isso! – as três gritaram em uníssono.
         _Katty vai fingir ser uma Deusa... – começou Claire.
         _E vai conseguir conquistar a confiança de todos... – continuou Jane.
         _E então, quebrarei a maldição! – completou Katty.
         _Finalmente! – gritou Mike – Então eles devem confiar em você e não você neles, é a resposta. James! Você nos salvou! Onde arranjou a profecia?
         _Eu escrevi.
         _Como assim? – perguntarm todos.
         _Me deu uma vontade súbita de escrever. Eu pensei que era coisa da minha cabeça, mas eu não consegui me segurar e peguei a primeira folha de papel que achei e este é o resultado. Tinha outro que dizia que eu estava no caminho errado. Fugi da vila e me atacaram. Me...me desculpem. Por favor – ele começou a chorar.
         Claire repetiu as palavas ditas por Jane algumas horas atrás:
         _ Eu te perdoo, eu confio em você. – e beijou James que brilhou como os outros e voltou à sua cor normal. – Graças a Deus! Eu prefiro você dessa cor, James! – disse Claire entre lágrimas.
         Ele riu.
         Todos se voltaram para Katty, que fechou os olhos e mentalizou:
         _O fim dessa loucura está próximo.

Meses depois...

         _Nossa, amiga! estou tão ansiosa! - diz Katty.
         _Eu também! - falou Claire.
         _Pra onde nós vamos mesmo? -  perguntou Jane.
        _Se liga, garota, nós vamos para um encontro triplo com nossos namorados! - gritaram Katty e Claire em uníssono.
         _Parece até que nós nem passamos por tudo aquilo naquela ilha e tudo começou com essas mesmas frases... – observou Jane
         _Mas isso tem uma diferença... – disse Claire dando risadinhas.
         _Uma grande diferença... – atiçou Jane
         _Tem razão, eu não era tratada como Deusa, só como líder de um grupo de patricinhas.
         Nesse momento, três conversíveis rosas estavam chegando no Shopping de N.Y.
         _Hey, Deusa, seu servo está ao seu dispor! Você quer que eu te leve na garupa até a loja de milk-shake?
         _Já disse pra parar de falar isso Mike, já faz meses... – disse Katty corando por ele gritar algo como aquilo no meio do shopping.
         _Não se preocupe, só nos entendemos o código – disse Claire em voz alta para todos que escutaram os berros de Mike e tentar disfarçar.
         _Obrigada – Katty mexeu os lábios sem falar em voz alta.
         As três cumprimentaram seu namorados e foram à loja de milk-shake com novas experiências e pensamentos, para viver uma vida diferente; sem pensar no amanhã, por exemplo, quando um cruizeiro naufraga e você vai parar em uma ilha com homens azuis...

Capítulo VIII

O mistério das ilhas Caribenhas

Capítulo VIII

Entre as árvores elas observavam os seus três quase-ex-namorados andando, esperavam uma brecha pra falar com Luke. Algumas horas se passaram e de repente não sabe-se porque, ele se separou do grupo e saiu andando para a floresta, que coincidentemente era a direção que elas estavam escondidas.
Elas adentraram mais a mata e esperaram ele passar, então começaram a seguí-lo. Uns 100m à frente ele parou, virou-se para trás e disse:
_Eu percebi que querem falar comigo. Não vou machucá-las, sou diferente deles. Eu percebi. Eles são frios e não têm coração.
Elas saíram lentamente de seus esconderijos e caminharam na direção dele. Jane sussurou algo como : “deixem só eu falar” e as outras duas assentiram.
_Olá, Luke. – disse Jane.
_Oi, Jane, há quanto tempo.
_Eu queria falar com você sobre, bem, os seres azuis... – disse Jane, hesitando, mas indo direto ao ponto.
_Pode perguntar o que quiser que eu respondo. Só quero que você dê um jeito de trazer o Mike e o James de volta! – berrou Luke, parecendo dessesperado.
_Eles eu não sei, mas você eu acho que consigo salvar. Essas maçãs, parece que elas diminuem o “azulamento”. Coma.
_OK. Tudo que a mestra Jane mandar. – disse pegando a primeira maçã – enquanto como, pode ir perguntando qualquer coisa que queira saber.
_Tudo mesmo? – ele assentiu com a cabeça enquanto mastigava. Ela pensou as palavras certas e perguntou – Por que vocês são azuis e por que agem como canibais?
_Hmmm. Fácil! Somos azuis por causa da maldição da ilha, e não somos canibais.
_Não são canibais?  - indagou Jane, confusa – então por que iam nos comer?
_Aquela panela era sim, pra cozinhar vocês, mas não íamos comer. Vocês seriam um sacrifício pro vulcão, porque senão ele vai entrar em erupção em alguns dias.
_Qual é essa maldição?
_Não sei direito... parece que só o chefe da aldeia sabe. Acho que ela deve estar escrita em algum dos papéis da casa dele, mas aquilo é uma bagunça! Duvido que você encontre lá.
_Eu também duvido que eu encontre, mas você pode encontrar! – exclamou Jane, enquanto Luke ficava com a cara de “não entendi” – É tão simples! Você já entrou lá pra saber que é uma bagunça, eles devem ter total confiança em você. Vá lá, entre na casa do chefe e procure!
_Mas, se eles me pegarem?
_Fala que  você estava procurando um mapa da ilha, sei lá...
_É muito arriscado!
_Pensei que podia confiar em você! – gritou Jane.
_Você pode confiar em mim. – Ele pensou um instante. – OK. Eu vou descobrir a maldição, mas vou ter que voltar com uma das suas amigas.
_Por quê?
_Eu disse que caçaria vocês. Essa foi a desculpa que arranjei pra sair da vila e vim conversar.
_Mas, nos caçar é demais!
_Eu pretendia voltar depois e falar que não as tinha achado, mas depois que falei que ia caçar eles disseram: “O novato sabe a regra de caça?”, então eu perguntei “Que regra?” , e eles responderam: “Quando você sai pra caçar, você só entra na aldeia se voltar com a presa.”
As três arrepiaram e Luke continuou:
_Eu não queria que fosse assim.
_Nem eu. – disse abaixando a cabeça.
_Eu vou! – gritou Katty imediatamaente. Claire já ía discordar quando ela continuou – Eu era a líder até ontem, então tenho o dever de pelo menos servir de sacrifício pro vulcão pra vocês fugirem. Mas eu confio em minhas amigas e eu vou esperar. Eu sei que vão me salvar.
As três se entreolharam e resolveram confiar uma nas outras. Assentiram com a cabeça e Luke começou a amarrar as mãos de Katty, ao mesmo tempo dizendo um silencioso “me desculpe”.

Enquanto Luke e Katty adentravam a aldeia, Jane e Claire corriam pro meio da floresta.
_Eu trouxe a oferenda pro vulcão, chefe. – disse Luke.
_Me larga! – berrou Katty, usando sua habilidade de teatro que sempre usava com os pais, para poder ir às festas.
_Fique calada, comida!
_OH! Vejo que você já trouxe uma oferenda e tanto. É impressionante como ela continua em sua cor normal, sem nenhuma mancha azul, depois de passar tanto tempo na ilha. – disse o chefe, admirado – o vulcão vai gostar. A oferenda deste ano é a melhor de todas! Leve-a para a jaula e certifique-se de tirar essa a coisa cortante dela.
Luke obedeceu cegamente as ordens, mas ao colocar Katty na jaula disse um mero “Me desculpe” novamente. A noite passou, o dia passou e no entardecer seria a cerimônia em que Katty morreira pelo vulcão.

O “Ritual do Entardecer” começou. Todos da aldeia estavam no alto do vulcão. A lava estava borbulhando e o calor fazia com que todos suassem descontroladamente. Katty estava ficando com medo.
O chefe começou o ritual jogando ramos de algumas ervas estranhas dentro do vulcão e depois disse algumas palavras. Apontou para ela e dois homens azuis levantaram-na pelos braços e colocaram-na do lado do chefe. Ele empurrou Katty que começou a cair. Ela estava chorando.
De repente, no meio da queda livre ela sentiu um solavanco. Era Mike. Ele não estava mais azul. Ele a salvara. Ele estava pendurado por um cipó como o Tarzan. Ele trombou em uma árvore com George, o rei da floresta.
Katty começou a chorar de emoção. Mike a abraçou e sem dizer nada puxou-a pela mão pela floresta. Ela estava com muitas dúvidas: Como ele não está mais azul? Como ele me salvou pendurado em um cipó se não tinha árvores sobre o vulcão e como apareceu uma árvore no meio do caminho para ele trombar? E onde ele arranjou o conversível prateado que eles estavam entrando agora? Eles não estavam em uma ilha?
As perguntas de Katty logo serão respondidas.

CONFIRA O QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO!

Capítulo VII

O mistério das ilhas Caribenhas

Capítulo VII

_Vocês não morreram! – gritaram as três em uníssono.
_Pois é, mas vocês nos abandonaram! – gritou James.
_Eu não queria te abandonar! – brandou Claire entre lágrimas.
_Nem eu! – falou Katty chocada.
Jane não conseguia dizer nada, ela estava se afogando no próprio choro, e quase não conseguia respirar entre os soluços insessantes. Luke percebe. Não consegue ficar quieto e vai acalmá-la.
_Eu estou vivo, não estou?  Não precisa chorar.
Com isso, Jane chora mais ainda, mas quando Luke ia tornar a consolá-la, James berra:
_Nós não falamos com comida! Vamos Luke! – Mike já estava indo embora e James seguiu-o. Luke exitou por um instante, mas foi atrás deles.
As três começaram a se desesperar, então Katty pega sua “faca” e começa a cortar a jaula de cipó. Alguns minutos depois, as três estavam cortando freneticamente. Elas precisavam de liberdade, precisavam pensar e decidir o que fazer.
Passa um tempo e elas conseguem cortar dois cipós, o que era suficiente pra passarem, pois eram magras. Tentaram sair sem fazer barulho, mas o vestido de Katty se enroscou em um dos cipós cortados e acabou fazendo um som muito alto.
Todos se voltaram para a jaula destruída e pra as ex-patricinhas fugindo com seus vestidos longos (ou não mais, no caso de Katty) rosas. Era o maior escândalo da vila em 50 anos, quando o último barco afundara e náufragos pararam na ilha em busca de abrigo.
Elas correram para a floresta e fugiram da multidão azul que as perseguia. Elas correram até não ter mais fôlego. Um tempo passou, não viram mais ninguém correndo atrás delas e pararam. Por sorte havia um dos “cipós de água” ali por perto. Elas beberam e comeram mais das estranhas maçãs. Não precisavam se preocupar mais em ficar azuis, já que não sabiam mais pra onde fugir. Se encostaram cada uma em uma árvore e as três dormiram profundamente por cinco longas horas.

  Depois que todas acordaram e se viram inteiras, Jane contou para as amigas:
_Luke está do nosso lado... Ele não virou um montro comedor de gente como Mike e James.
_Não ouse falar mau do meu James! – gritou Claire, quase atacando Jane.
_Ele é o pior do grupo, o mais transformado. – afirmou Jane.
_Como pode ter tanta certeza? – indagou Katty, segurando Claire.
_Sabe, vocês sempre foram melhor em fazer compras, arrumar o cabelo, se maquiar... – disse Jane tranquilamente.
_Claro! Nós somos as melhores! – interrompeu Claire cheia de sí.
_Mas eu sempre fui melhor em perceber o que a pessoa está sentindo.  – continuou Jane sem ligar pro comentário de Claire – Por exemplo: Katty, eu percebo que você está com muito medo, mas está se segurando pois todas temos mais confiança em você do que em nós mesmas, e está pensando que se o pilar se abalar todas vamos morrer.
_Como... como você s-sabe? – gaguejou Katty.
_Dá pra ver! Você está tremendo! Dá pra ver que você está segurando um choro de se engasgar! Você sempre achou que eu não soubesse disso e tentou se manter firme! Eu percebi! Você está com medo! Muito medo! Você quer correr pra direção que suas pernas te levarem e fugir pra qualquer lugar que não seja essa ilha!
Nesse momento, Katty cai de joelhos, esconde o rosto nas mãos e começa a chorar descontroladamente. Entre soluços ela olha pra Jane e sussurra com a voz fanhosa:
_Qual é... qual é o seu plano?
_Já sabia que ia perguntar isso!
_Como assim?! – berra Claire – É a Jane que vai comandar o grupo? É ela que vai me dar ordens? Não concordo!
_Prefere morrer? – perguntou Jane calmamente – se quiser, nós vamos alguns metros mais pra lá e te deixamos sozinha no meio da ilha... – Claire mudou seu rosto de raiva pra indiferença e depois pra arrependimento, então Jane continuou – Pelo visto essas maçãs azuis na verdade nos ajudaram a conter o “azulamento”. Então a primeira coisa a fazer é colher várias delas e levar pro Luke, que pelo visto é o que continua menos afetado. Precisamos que ele nos passe informações da ilha. Bom, por enquanto só pensei até aí.
_UAU!!! – Exclamou Katty, que estava tão impressionada que parara de chorar. – Nem parece você, Jane! Você mudou muito! Está bem mais inteligente!
_Pra mim, parece que você tá tentando livrar seu namorado da doença do mal! – gritou Claire, que foi ignorada completamente.
 _Vamos lá! Bom, com esses vestidos longos, nem sei como corremos até aqui. Vamos rasgar na altura do joelho. Pensei que com o de uma de nós podemos fazer uma trouxa pra por as maçãs.
_Boa ideia! – disse Katty animada – podemos com outro fazer uns “sapatos” porque essa floresta está cheia de galhos no chão e machuca o pé.
_E o último nós guardamos pra fazer de cobertor, porque tá um frio escândalo aqui e não estou mais aguentando!
_Muito bem, meninas! Mãos à obra! – ordenou Jane.
Todas começaram a perceber como Jane amadurecera na ilha. Ela estava pensando melhor antes de falar e já estava liderando o grupo! Ela se transformara também, mas pra algo melhor, até que todas as marcas azuis do corpo das três desapareceu, deixando explícito que a ilha liberou as três da maldição, a qual logo mais será revelada.

CONFIRA O QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Capítulo VI

O mistério das ilhas Caribenhas

Capítulo VI

_Deve ter sido por causa daquelas “maçãs”! – comenta Claire.
_Eu tenho certeza. – analisa Katty.
_Vocês estão falando tranquilamente assim só porque não são vocês que estão ficando azuis! – berra Jane, desesperada.
_É a primeira vez na vida que vou concordar com Jane! Isso torna a situação mais critíca!
         Agora os braços de Katty e as pernas de Claire estavam ficando azuis também.
         _Agora sim! A situação é de nível super crítico máximo! – gritou Katty. - Será que dá pra reverter o azulamento?! – As três começaram a ficar histéricas.
         CRÁC! Todas ficam em silêncio de repente.
         _O que foi isso? – pergunta Claire.
         _Deve ter sido algum animal selvagem, faminto, provavelmente – explica Katty tranquilamente, até que se dá conta do que estava dizendo – Animal selvagem e faminto? Fujam!
         As três saem correndo, mas dão de cara com um ser que parecia um humano comum, porém ele era azul e com olhar assassino! As três gritaram e correram na direção contrária, da qual acabaram de sair.
         Outro “homem” azul saiu do lugar que elas imaginaram um animal selvagem. Elas estavam prestes à desmaiar quando Jane disse:
         _Luke, é você?
         Um dos “humanos” desfez sua feição monstruosa por alguns instantes, mas depois voltou a ter aquele olhar sombrio e medonho. Jane havia percebido. Aquele era Luke! Ele estava transformado! Ela não aguentou o choque e desmaiou. Na verdade, as três desmaiaram, só que duas delas foram por medo de serem mortas pelos “azuis”.
        
         Algumas horas se passam e Claire acorda e dá de cara com Jane e Katty berrando pros seres estranhos. Elas estavam em uma gaiola, em algo que parecia uma aldeia no meio de uma clareira dentro da floresta. Atrás de parecia correr um rio muito extenso.
         Os seres azuis se organizavam como humanos normais em seus lares, com suas famílias e filhos. Pareciam mais uma tribo de índios. Só que de repente a atenção das três se voltou para algo que cinco “homens” super-musculoso traziam. Parecia mais uma panela gigante. Uma panela que cabem três pessoas dentro!
         _Aimeudeusdocéu!!!- exclamou Claire – vão nos comer!
         _Já percebemos isso há meia hora atrás, quando acordamos com um balde de água na cabeça... Parecia que eles queriam nos lavar pra por na panela, só que só agora ela chegou... Acho que estava guardada numa outra aldeia. Foi o que eu ouvi eles cochichando. – sussurou Katty.
         _Também, não é muito normal três pessoas aparecerem de uma vez, do nada, numa ilha no meio do mar! – sussura Jane, que parecia muito mais inteligente do que antes de Katty mandar todas abandonarem seus lados patricinhais.
         Eles estavam enchendo o caldeirão com água e alguns legumes estranhos, quando de repente, Luke, James e Mike apareceram na frente da gaiola com sorrisinhos suspeitos no rosto.

CONFIRA O QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO!





Capítulo V

O mistério das ilhas Caribenhas

Capítulo V

_Claire! Claire! Acorda! – berrou Katty chacoalhando-a.
_Não morra, Claire! – suplicou Jane.
_Ela não está morrendo, só está desmaiada de cansaço.
_Ah! Acorda!
_Dá pra vocês pararem de gritar na minha orelha?- resmunga Claire.
_Desculpa, eu achei que você tinha morrido.
_Mas eu não morri!
_Tá, tá, parem de brigar! Bom, está amanhecendo e estamos em uma ilha deserta no meio do mar sem comida ou água potável.
_Nunca pensei que passaria por isso. – pensa Claire.
_Parece um daqueles filmes, tipo “O Náufrago”! – observa Jane.
_Dá pra parar de falar dessas besteiras? A partir de hoje, se formos sobreviver, temos que deixar de ser patricinhas! – gritou Katty.
_Impossível! – declara Jane.
_Para nós tudo é possível! – branda Katty para as duas resmungonas – Eu já disse que vamos deixar de ser patricinhas, então vamos deixar de ser patricinhas. – Ela falava enquanto caminhava em direção à floresta – Pra começar vamos achar alguma fruta que pareça ser comestível.
As duas seguiram-na em silêncio, enquanto ela olhava para as árvores com o cenho franzido. Todas olhavam em volta até que Claire gritou para Katty:
_Achei um cipó, eu tenho certeza de que se cortarmos ele vai ter água dentro! Eu fui escoteira dos 10 aos 13 anos, então aprendi alguma coisa!
_Mas não temos faca. – Jane comenta.
_Então vamos arranjar uma! Jane! Me dê seu sapato!
_Mas é meu Scarpin prateado!
_Você não é mais patricinha, lembra?
_Tá bom... – Tirou o sapato e reclamou baixinho algo como “Katty está mais mandona do que nunca!”
Ao pegar o sapato, Katty arrancou o salto com dificuldade e começou a lixar na pedra mais aspera que achou.
_AH!!! MEU SAPato...
“Bom, pelo menos não surtou como eu imaginei” pensou Claire.
_Isso parece uma faca. – falou Katty.
_Isso parece uma faca? – perguntou Jane – parece mais um salto quebrado e arranhAI!! E afiado... – diz depois de se cortar.
_Me dá o outro pé! Vou fazer com  meu e o da Claire também. Cada uma vai ter uma “faca” e outra reseva.
_OK. – disse Claire cortando o cipó com a “faca” – Viu? Eu sabia que tinha água! Quem está com sede?
_Guarde a água pra depois, vamos procurar comida, estou faminta. Pode ser até frutinha. Mas nada supera caviar... – diz Jane.
_Talvez você nunca mais coma caviar, porque talvez nunca saiamos dessa ilha. – comenta Katty. – Acho que essas coisas aqui não são tóxicas, né? – Ela apontava pra uma árvore com várias maçãs, mas elas eram diferentes, meio azuis.
Jane e Claire foram ver o que era, e ao perceber a cor suspeita, ficaram com medo de comer,  mas era a coisa mais parecida com alimento decente, então não exitaram. Após alguns miutos, haviam ingerido cerca de cinco “maçãs” cada.
_AH!!!
_O que foi agora Jane?
_Olha! Olha minha mão! Ela tá azul!


CONFIRA O QUE VAI ACONTECER NO PRÓXIMO CAPÍTULO!